sábado, 13 de dezembro de 2008

Escuto "Clair de la lune" do compositor françês Claude-Achille Debussy.
Chove lá fora. Divino o cenário que se me apresenta. Agora, neste preciso momento, sim, sou feliz. Talvez daqui a dez minutos ou uma hora, tudo mude. Mas não agora, porque serei feliz enquanto as notas desta obra de arte musical ressoarem na minha cabeça, na minha mente, como que se se incrustassem na minha alma. Trata-se de muito mais do que uma simples música. É todo um mundo de sentimentos e sonhos que se desvelam ao ritmo da doce harmonia, emanada de simples notas de um piano. Esta composição, tão simples e tão complexa ao mesmo tempo. Cada vez que a ouço, sinto como se estivesse a abrir uma caixa, mas não de Pandora, porque aquela de que falo, contém em si um mundo infinitamente doce e belo. O caminho são as notas, e o destino será sempre aquele que a nossa imaginação e sentidos decidirem.
Está chegando ao fim. Continuo feliz! Quase cinco minutos de conforto e paz, perdidos numa vida de preocupações e ansiedades.
Cinco minutos de inspiração. Últimas notas...
Onde quer que estejas, obrigado Claude, obrigado..

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