Na minha maneira de ver, dos quatro cavaleiros apocalípticos, apenas o de tonalidade esverdeada não pode ser vencido pelo bom senso do Homem.
Todos os outros, resultam menos de inevitabilidades do que do descontrolo desenfreado das paixões e ambições terrenas.
Nada há de mais estultício que em teimar fazer a guerra. A guerra é a pior empresa a que os Homens se podem dedicar, mesmo que a revistam das mais justas intenções.
Nada há de tão injusto, que justifique tamanha injustiça. Quando a guerra se torna na útima alternativa, então é porque o Homem deixa de ser um ser racional, e se transforma na besta mais cruel do mundo natural.
Nada há de mais cínico do que quando o Homem se empreende na fabricação de ideologias movidas pelos seus instintos e paixões, descurando a razão.
Quantos eus se perderam por esses campos de batalha? Em nome de quem? em nome de quê?Quantos homens conscientes de si, dos outros e do mundo aplicável na época respectiva, não tiveram de sacrificar sonhos, projectos e planos, pela cupidez de poucos?
E quantos não foram aqueles que tendo sido ludibriados pela loucura alheia, se entregaram de corpo e alma a causas inglórias, maquilhadas por motivos discutivelmente nobres?
Quantos não viveram adormecidos, peões manietados no tabuleiro do jogo do pecado?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
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